(pt) NÃO À LINHA DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA: soberania dos povos e defesa do território em Feira de Santana e Antônio Cardoso

Texto e imagens pela comissão organizadora da mobilização

publicado originalmente em 6 de outubro de 2021.

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A mercantilização da natureza e o ataque aos povos e seus territórios vêm sendo pauta de luta e enfrentamento em todo o país. Nesta região, o processo tem se materializado também a partir da demanda crescente de construção de Linhas de Transmissão de energia (LT’s) e subestações. Especialmente por se tratar de um sistema de transmissão de energia de alta voltagem, as LT’s trarão consigo grandes prejuízos para nossas comunidades, tais como: o distúrbio no meio ambiente, afetando diretamente a qualidade do solo; o risco à saúde, o desenvolvimento de doenças e/ou distúrbios; o risco iminente de desabitação, devido à área de abrangência das LT’s e a questão da seguridade. A desabitação pode até mesmo ser motivada pela improdutividade do solo atingido, uma vez que as famílias cultivam seu próprio alimento.

As linhas de transmissão (LT) em questão estão sendo construídas e negociadas por meio de leilões públicos que vinculam as empresas Lyon (LT 230kv) e Sterlite (LT 500kv) à necessidade de diálogo junto às comunidades. Vale ressaltar , que a primeira está sendo implantada de forma silenciosa em Feira de Santana, juntamente com a Subestação de energia. Ambas já possuem licenças ambientais liberadas pelo governo federal (IBAMA – LT 500kv) e estadual (INEMA – LT 230kv). Como dito, em nenhum dos procedimentos as comunidades impactadas foram consultadas, o que revela mais um desrespeito à soberania territorial das comunidades, infringindo ainda os tratados internacionais da OIT. As linhas de transmissão em construção em Feira de Santana e no Território Portal do Sertão (LT 230kv e 500kv) representam um projeto de expulsão das populações camponesas e quilombolas, e, sob o argumento da segurança energética, submetem diversas comunidades aos impactos e conflitos territoriais decorrentes da expansão capitalista de forma voraz e violenta.

Em razão desses ataques socioambientais, neste mês de setembro, nós, membros/ as e representantes das comunidades quilombolas do município de Feira de Santana – BA, juntamente com o sindicato de trabalhadores e trabalhadoras da agricultura familiar e a rádio Quilombo FM do Candeal II, nos reunimos para realizar o primeiro ato em defesa da Terra e do Território contra as instalações das LT 500 kv (Porto – Sergipe – Sapeaçu)  LT 230 kv (SE Feira de Santana III). 

O grito NÃO À LINHA DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA! Foi ecoado coletivamente e caracterizado pela união das comunidades, em que destacamos o Quilombo Fazenda Candeal II (propulsora do movimento), o Quilombo Matinha dos Pretos e o Quilombo Lagoa Grande. Além dessas, estiveram presentes no ato lideranças e moradores/as de outras comunidades rurais, professores de instituições públicas, mandatos dos vereadores e demais parceiros.

Iniciando com concentração no trecho de acesso ao distrito da Matinha em Feira de Santana, com falas e poesias bastante pontuais feitas por moradores e lideranças, o objetivo do ato foi denunciar os prejuízos socioambientais que serão gerados pela instalação das LT’s. Além disso, também quisemos chamar a atenção de toda a comunidade para esses danos e responsabilizar o poder público pelas das omissões e falta de assistência que vem ocasionando diversos ataques a Nós, agricultores e agricultoras quilombolas.

Dizemos isso pois as obras seguem sem consulta prévia dos     moradores, portanto, sem o mínimo de esclarecimento sobre seus impactos. A má intenção que há por trás dessas instalações é notória, por isso é necessário dar um basta à maneira escusa com que as empresas vêm ocupando nossos espaços. As comunidades estão unidas contra esses desmandos que surgem de todos os lados. Até quando o poder público (municipal, estadual e federal) vai se abster do seu papel de representante do povo? Até quando sua omissão financiará o massacre de nossa gente? Uma certeza temos! Continuaremos firmes e unidos, denunciando todos os ataques aos nossos povos.A declaração de Guerra às LTs representa a ação coletiva por parte das comunidades e de suas lideranças na Defesa do Território em conflito e na luta pela soberania dos povos… Diga ao povo que avance!

Fonte: Teia dos povos

(pt) COMUNICADO: WEICHAN AUKA MAPU reafirma compromisso revolucionário em ações de sabotagens aos interesses capitalistas

Temos claro que a ultradireita e a centro-esquerda servem aos donos do Chile, o que, ao verem seus interesses ameaçados, têm pressionado para que o imputado Piñera instale os militares em Wallmapu”

 

Marri marri pu machi, lonko, pu werken, pu wunen, pu weichave, pu compuche, pu che meli witran mapu.

Ao povo nação Mapuche, aos povos em resistência, à opinião pública nacional e internacional.

Como Weichave de Weichan Auka Mapu, que coabitamos o território lavkenche, declaramos:

O atual estado de exceção, com a presenta de tropas do exército, da infantaria da marinha e de policiais em nosso histórico Wallmapu, não é algo novo para nosso povo, e responde a um plano estratégico político contrainsurgente aplicado pelo governo atual, mas impulsionado e dirigido pelos poderes econômicos com interesses no território, este que é o real poder por trás da classe política, que governou, governa e pretende seguir governando o Chile.

Entendemos esse novo cenário como um fortalecimento à já existente força político-militar, que o Estado chileno colocou à disposição do poder econômico para que proteja seus interesses capitalistas no Wallmapu histórico. Sobretudo no momento em que a resistência mapuche tem obrigado as florestais, os latifundiários, as hidrelétricas e outras expressões capitalistas a abandonar o território.

Esse endurecimento da repressão é uma resposta ao crescimento do povo mapuche em resistência, situação que ser vista no aumento das recuperações de terra de maneira efetiva, no aumento da capacidade de autodefesa nos territórios, a aparição de mais expressões e organizações que realizam atos de sabotagem e o fortalecimento da vida mapuche nas comunidades.

Tal realidade é resultado da continuidade da luta e resistência mapuche de aproximadamente 30 anos, mas que como todo processo com características revolucionárias, sofre com o surgimento de “expressões oportunistas” que sujam os processos de luta.

Assim, como somos conscientes do avanço do movimento de resistência, das ações de sabotagem e da validade do weichan, também somos dos erros que ocorreram neste longo processo e que atualmente tem levado ao inimigo, por meio do monopólio comunicacional, tente deslegitimar a luta, difamando-a e injuriando-a frente a opinião pública.

Acreditamos que é necessário assumir esta realidade e entender que em todo o processo revolucionário de liberação onde existe uma disputa territorial, surgem grupos e pessoas que cometem atos de delinquência comum que prejudicam as comunidades e que dentro da análise atual não se enquadram na luta.

Para nos ajudar a resolver essa realidade, acreditamos que é importante assumir as causas deste fenômeno, que não é novo, mas que tem se tornado visível em paralelo ao processo revolucionário mapuche com o objetivo de queimar o movimento. Consideramos que não é correto afastar-se dos problemas sob uma certa superioridade moral.

Devemos ser capazes, como movimento de desistência, sobretudo os que tivemos responsabilidades e lideranças nos últimos 25 anos de luta, de assumirmos não apenas os aspectos benéficos deste processo, mas também daqueles aspectos negativos que têm se dado em paralelo ao conflito.

Se não fizermos, dificilmente daremos solução ao que hoje nos aflige como povo. Não resolveremos nada impondo critérios morais ou acusando-nos uns aos outros sobre quem é mais responsável quando a permissividade e o ato de jogar a sujeira para debaixo do tapete tem sido uma prática habitual dentro da luta neste território.

A respeito da militarização do território, acreditamos que são vários os motivos para a sua implementação:

Primeiro, como iniciativa populista frente às eleições de novembro, e manobra de distração ante a acusação constitucional do imputado Piñera.

Segundo, frente ao fortalecimento de uma ultradireita dubitativa e amarilla. Temos claro que a ultradireita e a centro-esquerda servem aos donos do chile, o que, ao verem seus interesses ameaçados, têm pressionado para que o imputado Piñera instale os militares em Wallmapu.

Forças militares e policiais, manchadas através da história e que o povo chileno bem conhece. Sabemos que idolatram o dinheiro, uma mostra clara é o caso Pacogate, que entre os anos de 2006 e 2017 se instalou como o maior caso de fraude e corrupção na história do Chile, com um desfalque de mais de 35 bilhões de pesos durante o mando do general ex-diretor Eduardo Gordon. A mega fraude das forças armadas, de mais de 3 bilhões, mediante o uso de mecanismos de engano para transferir dinheiro público para pessoas privadas, fugindo das fiscalizações da controladoria. Com o uso de esquemas confabulados entre seus altos mandos, como fez o comandante chefe Oscar Izurieta no caso Frasim e Tecnometal, com desvio de verbas, da lei reservada do cobre.

Mas a PDI não fica atrás nesta corrida de corrupção, como demonstram os fatos, com o ex-diretor Héctor Espinoza, acusado por malversação de verba publica, lavagem de dinheiro e falsificação de documentos. Fica demonstrado a forma operacional desta logica delinquencial chamada forças armadas e de ordem, que operam a custas das necessidades do povo chileno.

Porém, não só de dinheiro se mancham as mãos desses sequazes, lembremos sua história de crimes…

21 de dezembro de 1907, na “matança da escola Santa Maria”, 126 operários foram assassinados por militares chilenos segundo seus próprios cálculos – quando na história se sabe que chegou a mais de 2 mil mortos –, tingindo com sangue as ruas de Iquique. Assassinatos a mando do empresariado salitreiro para acabar com o movimento operário no norte do Chile.

Ou o papel cumprido cabalmente pelas já mencionadas instituições da vergonha no golpe de estado de 1973, massacrando e assassinando seu próprio povo, sem falar dos detidos desaparecidos.

A memória mais recente, outubro de 2019, chamada “revolta social”, mutilações, estupros, assassinatos e mais de 541 investigações encerradas pela promotoria sem responsáveis por violações aos Direitos Humanos contra menores de idade. E tantas outras sem justiça, como o assassinato de Manuel Rebolledo, em Talcahuano, em 22 de outubro do mesmo ano, ou o histórico desaparecimento de José Huenante de apenas 16 anos a mais de carabineiros em Puerto Montt no dia 3 de setembro de 2005.

Em resumo, a nova força policial e militar lacaia e instrumental dos interesses políticos e a serviço dos seus proprietários capitalistas. Portanto, é uma guarda mais bem treinada, mas mais do que isso, cães de guarda dos ricos.

Ricos que têm seus interesses em Wallmapu, em investimentos florestais, hidroelétricas, latifundiárias, empresas imobiliárias e extrativistas.

Convidamos a analisar e assumir a realidade atual, reconhecendo o positivo e o negativo que se dão neste território durante os processos de luta. Em comum com os elementos próprios de nossa cultura dirigido pelo AZ Mapu, AZ Mongen por meio do malón e wichan, reconhecendo o nxtram, txawun e kelluwun como as práticas cotidianas e válidas para apoiar a luta e o controle territorial efetivo. Práticas que permitiram aos nossos kuvikecheyem sustentar o weichan contra os invasores inkas, espanhóis e o Estado chileno, sem perder de vista o contexto no qual o weichan está se dando atualmente.

Como weichan auka mapu:

Reafirmamos nosso compromisso revolucionário nas ações de sabotagem aos interesses capitalistas que destroem e devastam a ñuke mapu. Assim como as ações armadas que são concordantes com as necessidades de nossos lov e comunidades, reais garantidores e possuidores da legitimidade territorial.

Pelos weichave caídos em combate

liberdade aos presos políticos mapuche

liberdade aos presos políticos do povo chileno

ÑIELOLE MAPU MULEAY AUKAN
WEICHAN AUKA MAPU.

Novembro 2021.

(es) COMUNICADO: WEICHAN AUKA MAPU reafirma compromiso revolucionario en acciones de sabotaje a intereses capitalistas

“Tenemos claro que la ultraderecha y la centro izquierda sirven a los dueños de chile, lo que, al ver amenazados sus intereses, han presionado para que el imputado piñera instale los militares en el wallmapu”

Marri marri pu machi, lonko, pu werken, pu wunen, pu weichave, pu compuche, pu che meli witran mapu.

Al pueblo nación Mapuche, a los pueblos en resistencia, a la opinión pública nacional e internacional.

Como weichave de weichan auka Mapu que cohabitamos el territorio lavkenche, declaramos:

El actual estado de excepción, con presencia de tropas del ejército, de infantería de marina, y policías, en nuestro histórico wallmapu, no es algo nuevo para nuestro pueblo, y responde a un plan estratégico político contrainsurgente, aplicado por el gobierno actual, pero impulsado y dirigido por los poderes económicos con intereses en el territorio, quien es el poder real detrás de la clase política, quien ha gobernado, gobierna y pretende seguir gobernando en chile.

Este nuevo escenario lo entendemos como un fortalecimiento a la ya existente fuerza político-militar, que el estado chileno a puesto a disposición del poder económico, para que proteja sus intereses capitalistas en el wallmapu histórico. Sobre todo, en momentos en que la resistencia mapuche ha obligado a las forestales, latifundistas, hidroeléctricas, y otras expresiones capitalistas del territorio, a abandonar el territorio.

Este endurecimiento de la represión es en respuesta al crecimiento del pueblo mapuche en resistencia, situación que se puede ver reflejada en el alza de las recuperaciones de tierras en forma efectiva, el aumento de la capacidad de autodefensa en los territorios, la aparición de más expresiones y organizaciones que se desarrollan actos de sabotaje, y el fortalecimiento de la vida mapuche en las comunidades.

Esta realidad es resultado de la continuidad de la lucha y resistencia mapuche de hace aproximadamente 30 años, pero que como todo proceso con características revolucionarias sufre el surgimiento de “expresiones oportunistas”, que ensucian los procesos de lucha.

Así, como somos conscientes del avance del movimiento de resistencia, de las acciones de sabotaje y de la validez del weichan, también lo somos de los errores que se han dado en este largo proceso, y que en la actualidad a llevado a que el enemigo, a través del monopolio comunicacional intente deslegitimar la lucha, denigrándola y denostándola frente a la opinión pública.

Creemos que es necesario asumir esta realidad, entendiendo que en todo proceso revolucionario de liberación donde existe una disputa territorial, surgen grupos y personas, que cometen actos de delincuencia común que dañan a las comunidades, y que dentro del análisis actual no se enmarcan en la lucha.

Para ayudarnos a resolver esta realidad, creemos que es importante asumir las causas de este fenómeno, que no es nuevo, pero que ha ido visualizándose en paralelo al proceso revolucionario mapuche para ensuciar al movimiento. Consideramos que no es correcto desmarcarse de los problemas bajo una cierta altura moral.

Debemos ser capaces como movimiento de resistencia, sobre todo los que hemos tenidos responsabilidades y liderazgos en los últimos 25 años de lucha, de hacernos cargo, no solo de los aspectos beneficiosos de este proceso, sino también de aquellos aspectos negativos que se han dado en paralelo al conflicto.

De no hacerlo, difícilmente daremos solución a lo que hoy nos aqueja como pueblo. No resolveremos nada imponiendo criterios morales, o acusándose los unos a los otros sobre quien es más responsable, cuando la permisividad y el acto de tapar la basura bajo la alfombra ha sido una práctica habitual dentro de la lucha en este territorio.

Respecto a la militarización del territorio, creemos que son varios los motivos para su implementación:

Primero, como iniciativa populista frente a las elecciones de noviembre, y maniobra distractora ante la acusación constitucional del imputado Piñera.

Segundo, ante el fortalecimiento de una ultraderecha dubitativa y amarilla.

Tenemos claro que la ultraderecha y la centro izquierda sirven a los dueños de chile, lo que, al ver amenazados sus intereses, han presionado para que el imputado piñera instale los militares en el wallmapu.

Fuerzas militares y policiales, manchada a través de la historia, y que el pueblo chileno bien conoce. Sabemos que idolatran el dinero, muestra clara es el caso Pacogate, que entre los años 2006 al 2017, se instaló como el mayor caso de fraude y corrupción en la historia de chile, con un desfalco de más de 35 mil millones de pesos, durante el mando del general ex director Eduardo Gordon. O el mega fraude de las fuerzas armadas, en más de 3000 millones, mediante el uso de mecanismos de engaño para transferirse dineros públicos entre personas privadas, evadiendo las fiscalizaciones de la contraloría. Con el uso de esquemas confabulados por sus altos mandos, como lo hiciera el comandante en jefe Oscar Izurieta, en el caso Frasim y Tecnometal, con desvío de fondos, de la ley reservada del cobre.

Pero PDI no es el caballo rezagado en esta carrera de corrupción, así lo demuestran los hechos, con el ex director Héctor Espinoza, imputado por malversación de caudales público, lavado de activos, y falsificación de instrumento público. Queda demostrado la forma operacional de esta logia delincuencial, llamadas fuerzas armadas y de orden, que operan a costa de las necesidades del pueblo chileno.

Pero no solo de dinero se manchan las manos estos secuaces, hagamos memoria de su historial del crimen…

21 de diciembre de 1907 “matanza de la escuela Santa Maria”, 126 obreros asesinados por militares chilenos según sus propias cifras, cuando en la historia se sabe que fueron mal de 2000 los muertos, tiñendo con sangre las calles de Iquique. Asesinatos mandados a cometer por el empresariado salitrero para acabar con el movimiento obrero en el norte de chile.

O el rol cumplido a cabalidad por las antes mencionadas instituciones de la vergüenza, en el golpe de estado de 1973. Masacrando y asesinando a su propio pueblo, sin hacerse cargo aun de los detenidos desaparecidos.

La memoria más reciente, octubre de 2019, “llamada revuelta social”, mutilaciones, violaciones, asesinatos y más de 541 causas cerradas por fiscalía sin responsables por violación a los DDHH, en contra de menores de edad. Y otras tantas sin justicia como el asesinato de Manuel Rebolledo en Talcahuano, ocurrido el 22 de octubre de mismo año, o la histórica desaparición de José Huenante, de solo 16 años a manos de carabineros en Puerto Montt un 3 de septiembre del 2005.

En resumen, la nueva fuerza policial y militar lacaya e instrumental a los intereses políticos, y al servicio de sus dueños capitalistas. Por tanto, es una guardia mejor entrenada, pero más que eso, perros guardianes de los ricos.

Ricos que tienen sus intereses en wallmapu, en inversiones forestales, hidroeléctricas, latifundistas, empresas inmobiliarias, y extractivistas.

Invitamos a analizar y asumir la realidad actual reconociendo lo positivo y negativo, que se da en el territorio, durante los procesos de lucha. En comunión con los elementos propios de nuestra cultura dirigido por el AZ Mapu, Az Mongen a través del malón y wichan, reconociendo el nxtram,txawun y kelluwun como las practicas cotidianas y válidas para aportar a la lucha y al efectivo control territorial. Prácticas que permitieron a nuestros kuvikecheyem poder sostener el weichan contra los invasores inkas, españoles y el estado chileno, pero sin perder de vista el contexto en que se está dando el weichan actualmente.

Como weichan auka mapu:

Reafirmamos nuestro compromiso revolucionario en las acciones de sabotaje y a los intereses capitalistas que destruyen y devastan la ñuke mapu. Así como las acciones armadas que son concordantes con las necesidades de nuestros lov y comunidades, reales garantes y poseedores de la legitimidad territorial.

Por los weichaves caídos en combate
libertad a los presos políticos mapuche
libertad a los presos políticos del pueblo chilenos

ÑIELOLE MAPU MULEAY AUKAN
WEICHAN AUKA MAPU.

Noviembre 2021.

via: Rádio Kurruf.

 

(es) La militarización del Wallmapu impuesta por Piñera arrebata la vida de otro mapuche y mantiene grave a otros

La militarización del Wallmapu, bajo el nombre de Estado de Emergencia, cobró su primer muerto. Se trata del peñi Jordan Liempi Machacan, asesinado por infantes de marina el día de ayer, 3 de noviembre 2021. Ante este nuevo hecho de violencia colonialista por parte del estado chileno, como Red de Medios Radiales del Wallmapu y la Patagonia, manifestamos:

1. Repudiamos la decisión política de militarización del Wallmapu, tanto del estado chileno como argentino, que en el último mes se ha visto intensificada en el Ngulumapu (chile) por parte del tirano Piñera, imputado por corrupción, quien en un intento por salvar un gobierno que naufraga, decretó Estado de Excepción de Emergencia en 4 provincias de la llamada “Macrozona sur”. La oligarquía, ante el total fracaso de sus políticas neoliberales que garantizan el modelo económico extractivista, al quedarse sin argumentos, decidió recurrir a las fuerzas armadas, como históricamente lo ha hecho en todo el territorio chileno. Ahora cobró la vida de Jordan Liempi Machacan, a lo que hay que sumar una persona en estado grave con riesgo vital, Iván Porma Levique, y una gran cantidad de heridos entre ellos adultos, adolescentes y hasta una pequeña niña de 9 años.

2. Solidarizamos con todas las familias que están siendo reprimidas, sufriendo un hostigamiento policial y persecución política por parte del estado chileno, en conjunto con los grupos empresariales que defienden la industrialización extractivista que destruye el Itxo Fill Mongen. Sea esta forestal, agroindustria, hidroeléctricas, parques eólicos, salmonera o el negocio inmobiliario, todas están destruyendo la vida.

3. Hacemos un llamado a mantenerse informados en los medios de prensa libres e independientes al poder económico empresarial, a no consumir la mentira que presentan en la televisión y en los principales medios de difusión masiva, que están al servicio de los mismos intereses político-empresariales de quienes están declarando la guerra en el Wallmapu.

Ejerzamos nuestro libre derecho a la comunicación y a articularnos entre los diferentes medios autónomos, que nos permitan hacerle frente al bombardeo mediático que crea una falsa percepción de la realidad según los intereses de los ricos.

Witxapüsrape monko mieke fütal mapu, witxapüsrape in süngun engün
Que se levanten todos los territorios, que se alcen todas sus voces

Comunicado Público Red de Medios del Wallmapu y la Patagonia

  • Radio Lafken Mawida (Wadalafken)
  • Radio Aukinlaf (Wadalafken)
  • Hue Nehuen (Leftraru/ Fishke Menoco)
  • Radio Williche Mül’ütu (Relonkawin)
  • Radio Pellil Folil (Panguipulli)
  • Radio Kürruf (Concepción – Temuco).
  • KO Radio (Concepción)

(pt) A militarização de Wallmapu imposta por Piñera arrebata a vida de outro mapuche

A militarização de Wallmapu, sob o nome de Estado de Emergência, cobrou seu primeiro morto. Se trata do peñi Liempi Machacan, assassinado por infantes da Marinha no dia de ontem, 3 de novembro de 2021. Frente a este novo ato de violência colonia por parte do Estado chileno, nós, como Red de Medios Radiales del Wallmapu y la Patagonia, manifestamos:

1. Repudiamos a decisão política de militarização de Wallmapu, tanto do Estado chileno como do argentino, que no último mês se intensificou em Ngulumapu (Chile) por parte do tirano Piñera, acusado de corrupção, que numa tentativa de salvar um governo que naufraga, decretou Estado de Exceção de Emergência em 4 províncias da chamada “Macrozona Sul”. A oligarquia, ante o total fracasso de suas políticas neoliberais que garantem o modelo econômico extrativista, ao ficar sem argumentos, decidiu recorrer às forças armadas, como historicamente tem feito no território chileno. Agora cobrou a vida de Jordan Liempi Machacan, ao que deve se somar Iván Porma Levique, pessoa em estado grave e em risco de morte, bem como uma grande quantidade de feridos incluindo adultos, adolescentes e até mesmo uma pequena criança de 9 anos.

2. Nos solidarizamos com todas as famílias que estão sendo reprimidas, sofrendo com a hostilização policial e perseguição política por parte do Estado chileno em conjunto com os grupos empresariais que defendem a industrialização extrativista que destrói o Itxo Fill Mongen. Seja esta florestal, agroindústria, hidroelétrica, parques eólicos, samoneiras ou o negócio imobiliário, todas estão destruindo a vida.

3. Fazemos um chamado a manter-se informados nos meios de imprensa livres e independentes do poder econômico empresarial, a não consumir a mentira apresentada na televisão e nos principais meios de difusão massiva, que estão a serviço dos mesmos interesses político-empresariais de quem está declarando a guerra em Wallmapu.

Exerçamos nosso livre direito à comunicação e articulação entre os diferentes meios autônomos, que nos permitam fazer frente ao bombardeio midiático que cria uma falsa percepção da realidade segundo os interesses dos ricos.

Witxapüsrape monko mieke fütal mapu, witxapüsrape in süngun engün

Que se levanten todos los territorios, que se alcen todas sus vocês

Que todos os territórios se levantem, que sejam alçadas todas as suas vozes

Comunicado Público Red de Medios del Wallmapu y la Patagonia

  • Radio Lafken Mawida (Wadalafken)
  • Radio Aukinlaf (Wadalafken)
  • Hue Nehuen (Leftraru/ Fishke Menoco)
  • Radio Williche Mül’ütu (Relonkawin)
  • Radio Pellil Folil (Panguipulli)
  • Radio Kürruf (Concepción – Temuco).
  • KO Radio (Concepción)

Via: Radio Kurruf

TEIA DOS POVOS: Só nos resta a GUERRA


Bloco autônomo e indígena no Rio de Janeiro, julho de 2021

 

Com o respeito de nossos mais velhos,
Com a benção dos mais velhos que nossos mais velhos,
Com a responsabilidade do legado das grandes lutas dos povos,
Aos movimentos sociais,
À militância das esquerdas,
Ao núcleos de base da Teia,
Aos elos da Teia,

Uma guerra pela terra

Onde quer que miremos nosso olhar no Brasil, veremos uma guerra pela terra. Não é uma guerra convencional e declarada. É uma guerra descarada, desavergonhada, que finge respeito à constituição e a viola todos os dias para nos perseguir e matar. Brasília é um simulacro de poder. O poder de fato é a terra. Eles sabem e por isso nos perseguem. Nós só temos nossos corpos, coragem e poucos territórios para viver com alguma dignidade. Eles decidiram que não podemos ter nossas terras, nossos territórios, que tudo deve pertencer, cedo ou tarde, ao latifúndio, à mineração e aos megaempreendimentos. Nós só temos nossos corpos, coragem e poucas lágrimas que ainda não secaram. Pois que seja com isso que nos aprumemos para a batalha!

O poder judiciário da Bahia e do Brasil, a polícia militar e as forças armadas só servem para perseguir, matar , prender pretas e pretos, destruir os Povos Indígenas, Quilombolas, Sem Terras e todas e todos que lutam por dignidade. Pagamos altos salários a esses sujeitos, para servir a elite branca e escravocrata desse país, se comportando como capitães do mato. Agora, nesse exato momento, quantas famílias não estão sendo despejadas enquanto lutam por um pedaço de terra para sobreviver nessa crise de fome, miséria que assola o país, a pandemia. A insensatez é o reino desses políticos que estão no congresso, que estão nos palácios, mal acomunados, fazendo leis pra destruir os Pobres do Brasil e entregar nossas riquezas e nossas terras aos estrangeiros.

O derradeiro dia

Senhores governantes, o dia de vocês vai chegar! Quando os Pobres, as pretas, os pretos, os indígenas e todos os Povos sedentos de justiça se levantarem para cobrar de vocês nossos direitos à terra e ao território, aos meios de produção e tudo que é nosso por direito, o dia derradeiro de vocês chegará! Nos aguarde. Esse dia vai chegar!

O nosso sofrimento e as lágrimas de nossos antepassados que começaram esta longa luta Indígena, Negra e Popular, vão bradar para cobrar essa conta. Se preparem para o cipó de aroeira de volta no lombo de quem mandou dar. Aos companheiros que estão sendo despejados em Porto Seguro (BA), ameaçados em São Francisco de Paula (RS), caçados em Chupinguaia (RO) e em cada rincão deste país, resistam, Insistam, por que a terra é nossa e de nossos antepassados.

Nossos irmãos e irmãs Indígenas estão em Brasília, de pé, em luta, em defesa da terra e do território, em defesa da vida. Assim chamaram seu acampamento: Luta Pela Vida. Continuemos firmes. Essa terra é nossa e, diferente dos brancos, não nos julgamos donos, pois no final das contas, nós é que somos dela. Juramos por tudo que é mais sagrado, vamos vingar todos nossos antepassados que morreram de pé, lutando em defesa da terra, dos territórios. Vingaremos todas as pretas e pretos, Indígenas que foram escravizados, estuprados/as e massacradas/os.

O protagonismo indígena

Acaso nesse momento há algo mais importante ocorrendo no Brasil do que a luta dos povos? Afinal de contas não foram os povos indígenas os que mais colocaram seu corpo e sua vida na luta contra o fascismo? O que esperam as esquerdas para assumir a tarefa histórica de apoiar substancialmente esta luta? Cada centímetro de terra dos povos é um centímetro a menos de terra para os latifúndios. Quanto menos poder os latifundiários tiverem, maios nossas condições de emancipação. Terra indígena, quilombola, de ribeirinhos, de extrativistas tradicionais… são terras coletivas, onde a propriedade fundiária não se converte em mercadoria para o capital especular. Cada luta deste lado fortalece nossa jornada em direção da superação do capitalismo.

Nossas irmãs e irmãos quilombolas, tenham certeza: se o marco temporal passar para os indígenas, vossas terras também estarão em risco. Nossos mais velhos nos dizem que quando a barba do vizinho está pegando fogo, a nossa tem que estar de molho. Perguntamos, então, como unificar estas lutas e construir uma grande aliança? A hora é chegada e quem não se preparar para a guerra, receberá o luto das vítimas em sua casa e contará os corpos de seus filhos.

Não existe conjuntura favorável à luta

Não há mais espaço para o crescimento do capitalismo que não seja com uma robusta espoliação e uma violência desenfreada. Eles estão ávidos para ter um pouco de lastro no seu dinheiro digital e sabem que a terra é um bem fundamental, sem o qual os outros bens não existem. Quando vamos tomar esta lição que estes vermes já aprenderam? Não adiemos nosso levante, pois as polícias transvestidas de milícias já não temem nem seus governantes diretos, servem e querem servir apenas ao fascismo. Cada decisão de cima contra nossos territórios serão cumpridos com requintes de crueldade por cães que estão sedentos por violência contra nós, as, os de baixo. Acaso não devemos nos defender? Será que não devemos repelir a violência com violência proporcional?

Nossos povos fizeram Palmares, os Redutos do Contestado, Canudos, Calderão de Santa Cruz do Deserto, a Balaiada, a Cabanagem… nossos povos são rebeldes e não esperam conjuntura boa para lutar. Zumbi, Antônio Conselheiro, Manuel Balaio não poderiam esperar a mudança de governantes para agirem. Isto é muito sério, minha gente. Se queremos que o derradeiro dia de luta chegue, precisamos hoje amolar as foices, hastear as bandeiras e fazer uma boa roça que nos dê sustança para a batalha. A palavra da hora é autodefesa! O derradeiro dia não chegará se não mostrarmos desde já que é possível, que já soubemos e ainda sabemos fazer. E para isto, não tenham dúvidas, é fundamental a aliança de povos. Nenhum partido, organização ou povo pode unificar tantos povos heterogêneos com sua forma de agir. Então, que tenhamos uma aliança heterogênea, desde baixo, à esquerda e por terra e território.

Esta não é uma carta, é um convite à resistência, um convite a se aprumar para a guerra!

Inté a Guerra!
Rumo a aliança Negra, Indígena e popular!
Diga ao Povo que avance!
Avançaremos!

Fonte: Teia dos Povos, publicado em 25 de agosto de 2021.